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jun
10

O pincel molhado pelas lágrimas que choram em cores pelos poros.

A constante comunicabilidade do incomunicável. Diria até que constante, contínua e árdua luta. Para que o outro fique sabendo, para cristalizar o audiovisual cotidiano, que é seiva bruta, em palavra, que é seiva elaborada. Encontrei a palavra cósmico, enovelar, combustão, desatino e incomensurável. As repetências delas no discurso denunciam o carrossel sentimental incessante. No meu corpo, que também é tela, quero pinceladas que variam da cor da tua epiderme, até as cores que nascem de partos na tua retina. Além das mãos estendidas, retinas também estendidas.

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1 Response to “O pincel molhado pelas lágrimas que choram em cores pelos poros.”


  1. 1 douglas d.
    junho 24, 2010 às 8:49 am

    retina que gesta
    retina parideira
    [poesia-luz]


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